quarta-feira, 7 de março de 2012

De volta, depois de mais um show do Santos!

Volto a escrever sobre meu Santos, depois de uma longa temporada ausente. Mais precisamente deste que perdemos para o Barcelona, naquela jornada pedagógica para o nosso time e para o futebol brasileiro.

Foram tempos duros, mas as lições foram assimiladas, o que se pode perceber, claramente nas atuações do time em campo, principalmente nas duas últimas vitórias, contra o Corinthians, 1x0, e contra o Inter, hoje na Vila Belmiro, por 3x1.
O Santos hoje é um time muito mais organizado, equilibrado, mais intenso e aplicado do que no segundo semestre do ano passado.Ainda tem imperfeições, tem uns brancos de vez em quando nas partidas, mas tem colecionado vitórias significativas. Ficaram para trás a falta de pontaria e de ar nos 3200 metros da Bolívia contra o Strongest.

Nossa diretoria trabalhou em silêncio e, enquanto os pessimistas criticavam uma inexistente falta de apetite para contratar, resolveu o problema das laterais com as contratações do aguerrido Fucile e do surpreendente Juann. Com dois bons laterais a nossa criticada zaga ficou mais protegida e eficiente. Muricy trabalhou o sistema de jogo e Ibson e Henrique voltaram a mostrar o futebol que justificou as suas contratações. Ibson, aliás, virou artilheiro.

E que dizer da dupla Ganso e Neymar e especificamente de Neymar? Só show!

O Santos é um clube abençoado e recomeça o caminho para acabar o ano do centenário no paraíso, como Campeão do Mundo.

Aguardem.
PS: este texto não está no Santista Roxo porque nós, blogueiros do site, não conseguimos acessar nossos blogs. Será deficiência técnica ou algo mais? Só sei que não conseguimos mais nos expressar no site.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Os desafios para o vice-campeão mundial

Vamos começar pelo jogo de hoje.

O Santos decepcionou, não entrou em campo, sucumbiu de uma forma surpreendente diante do poderio do Barcelona.

No meu comentário anterior, disse que a motivação dos nossos jogadores criativos poderia nos dar a vitória, nos transformar em zebra do Mundial.

Pois não vi sinal de motivação, mas respeito, receio da potencia do Barcelona, medo de se soltar e se divertir em campo, tentar ir pra acima, enfim.

Levamos os mesmos 4x0 que o Al Saad e em nenhum momento ameaçamos os catalães.

Ao fim do jogo, Neymar, que não foi sombra do que costuma saber, disse que o Santos levou uma lição de como jogar futebol.

E foi isso mesmo. Neymar não disse, mas essa lição é muito mais profunda do que o futebol que se viu em campo. Nasce no clube e sua estrutura. Só para citar um exemplo: o presidente do Barça disse que a filosofia de formar jogadores em casa foi implantada há 30 anos.

Nosso Santos deu um grande salto nos últimos anos, mas ainda está dando os primeiros passos para construir um clube organizado, estruturado, com força econômica.

Demos passos importantíssimos que nos renderam 2 campeonatos paulistas e a Libertadores, a presença na final do Mundiais e seguramos Neymar contra a ofensiva do Chelsea e do bilionário Real Madrid.

FOI MUITA COISA E DEVEMOS TODOS NOS ORGULHAR DESSAS CONQUISTAS.

Mas como eu já disse antes, também, se chegar no topo é difícil, manter-se nele é mais difícil ainda.

Tivemos uma idéia disso na disputa do Mundial.

Nosso time chegou ao Mundial depois de 16 dias parado, sem ter jogado junto nas últimas partidas do Brasileirão, sem ter tido tempo e espaço para exercitar um sistema tático de toque de bola, de jogar compactado, de fazer com eficiência a transição da defesa para o ataque, de fazer chegar as bolas em boas condições para Neymar e Borges.

Isso tudo fez falta na disputa contra um Barcelona que joga um futebol intenso (todo mundo disputa a bola e marca os adversários) e de alta técnica e com um gênio como Messi.

Jogar meio no improviso, como fazemos com sucesso aqui no Brasil e na América do Sul, contando com o diferencial de nossos craques, não seria e não foi suficiente contra o Barcelona. Era e foi um jogo contra um time que está em outro patamar, como futebol, como filosofia de jogo, como empenho dos atletas em campo, como estrutura de clube.

Nosso patamar ainda é inferior.

O Santos teve que concentrar energias, energias e mais energias na manutenção de suas estrelas, como Ganso e Neymar, especialmente este último. E FOI COMPETENTE NISSO.

Precisa, agora, dar outros passos. Como já disse também é hora de reforçar o resto do time para que tenhamos um conjunto de mais qualidade, trazendo gente da base e contratando fora. E implantando um estilo de jogo mais competitivo, desafio que cabe ao técnicoMuricy.

Não vou esconder minha decepção, pois esperava uma derrota ou uma vitória com pouca diferença de gols, nunca o domínio brutal que o time catalão nos impôs.

Poderíamos ter feito mais, com uma postura mais agressiva e criativa.

De todo modo, somos vice-campeões do mundo, o que é muita coisa.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Parabéns à diretoria do Santos pela permanência do Neymar até 2014

Parabéns à toda diretoria do Santos FC!
Concentro meus cumprimentos nas figuras do presidente Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro e vice-presidente Odílio Rodrigues.
Acompanhei de longe, torcendo pelo esforço dessa diretoria para manter Neymar no Santos FC, apesar do mutirão dos que queriam vê-lo longo do alvi-negro da Vila Belmiro.
... Como jornalista, foi muito triste assistir como experientes colegas entraram facilmente no lobby dos clubes espanhóis, especialmente do Real Madrid, trombeteado pela imprensa esportiva espanhola e no lobby de brasileiros interessados em levar o seu com a concretização do negócio.
Se fossem jornalistas do tempo em que se entrevistava as fontes mirando no olho, e medindo sua sinceridade por intermédio desse metro tão humano, acreditariam nos permanentes desmentidos da diretoria do Santos, especialmente de seu bravo e sincero presidente, Luís Álvaro.
É, eu sei que é difícil, pensar “out of the box”, como dizem os americanos, é mais fácil repetir raciocínios, não enxergar o novo, o diferente, os gestos que mudam a história.
O “fico do Neymar” é importante para o Santos, mas também para o futebol brasileiro.
O Brasil não está crescendo social e economicamente, relacionando-se de forma diferente, mais afirmativa em relação ao mundo?
Quem sabe o exemplo do Neymar faz o futebol brasileiro mudar os ventos da história recente e volte a ser um dos principais centros do esporte no mundo? Talento a gente tem, só falta a estrutrura dos clubes, das federações e do mercado.
Vamos inovar gente!
O Santos comandado por Laor e Odilio já mostrou o caminho!

domingo, 16 de outubro de 2011

Dois momentos que definiram o lamentável jogo do Santos neste domingo

O lamentável estado do time do Santos pode ser demonstrado em dois momentos do jogo de hoje:

1) O gol do Grêmio

O atacante do Grêmio entrou, para variar, pelo meio de nossa zaga, chutou e a bola bateu no peito de Rafael, que estava bem colocado, abafando a jogada, e espirrou para a frente da área.

Pois ao invés de ser afastada por alguém de nosso time, ficou por ali e foi servida a outro atacante do Grêmio, que entrou na área, chutou. Rafael, mais uma vez segurou a bola, que estava molhada e escapou e na sequência ele derrubou o adversário.

Pênalti!

Rafael se mexe em cima da linha do gol e rebate o pênalti.

Quem chega primeiro na bola e a põe para dentro do gol? O argentino do Grêmio!!!!!!!!!! Os jogadores do Santos, os que se mexeram, entraram na área dois séculos depois que Rafael rebateu a bola!!!!!!!!!

Na hora, pulei do sofá eu gritei: VÃO PARA A PQP!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


2) A substituição

A substituição de Renteria por Breitner é um atestado da pobreza de nosso elenco atual.

Daqui para a frente, o grupo de gestão, o presidente Laor, o diretor de futebol, Pedro Luís, o super assessor Fernando Silva e Muricy têm de saber gerenciar a recuperação do time para que o Santos chegue em boas condições ao Mundial.

Serão necessários 11 bons jogadores em campo, mais um banco competente.

Sem esse respaldo, Neymar não resolve.

Ou alguém acha que o Pelé brilhava sem o fantástico time que jogava com ele?

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Promessa cumprida, tiramos o Corinthians da liderança, agora os outros que se cuidem...

Durante a semana, prometi a são paulinos e palmeirenses que trabalham no Valor Econômico que o Santos lhes faria o favor de tirar o Corinthians da liderança, mas que não se entusiasmassem porque depois iríamos atrás deles.

Promessa feita, promessa cumprida pelo Santos em campo.

Eu não consegui definir o esquema de jogo do Santos, neste domingo, no Pacaembú. Só sei dizer que nosso ataque é muito poderoso e nossa defesa esteve bem postada. O meio de campo não chegou a se mostrar como tal, mas diante das circunstâncias do jogo não fez muita falta.

O Santos criou mais oportunidades de gol, tanto que o arqueiro deles teve que trabalhar sério várias vezes. O Rafael só fez uma defesa séria, num chute à distância.

O fato é que o Corinthians ameaçou só enquanto teve fôlego para marcar em cima e sair em disparada para o ataque. Mas fôlego acaba e o Santos impôs sua técnica e seu jogo cadenciado. Ficou mais fácil depois do empate, pois os corinthianos foram para cima pois estavam pressionados pela necessidade de vitória. Aí a defesa deles se abriu e nós fizemos os outros dois gols.

O homem do jogo foi Alan Kardec, com participação decisiva em dois gols, um dele mesmo. A voltinha que o Borges deu no defensor corinthiano no primeiro gol foi espetacular. Neymar não fez o seu, mas deixou seus companheiros na boca do gol algumas vezes. Esse esquema com ele armando para a dupla Borges e Kardec é muito eficiente.

O Santos está com viés de alta. Está a 13 pontos do líder Vasco, com dois jogos a menos. Supondo que vença os dois, a diferença seria de apenas 7. Estamos chegando.

Pena que não consigamos repetir a mesma equipe por dois jogos, mas com o elenco que temos e a força ofensiva de que dispomos vamos enfrentando bem as batalhas pela frente.

Ouso dizer que, no momento, Kardec é mais útil do que Ganso, em função dos problemas físicos com que o nosso craque da camisa 10 atravessa.

Com a volta do Elano, do Arouca e do Ganso (em boa forma) e um pouco mais de conjunto – sai da frente que ninguém nos segura mesmo.

sexta-feira, 18 de março de 2011

China explica sua abstenção na ONU sobre a Líbia

China reafima suas reservas quanto a parte da resolução da ONU sobre Líbia

Beijing, 18 mar (Xinhua) -- A China declarou hoje que tem grandes reservas quanto a parte da recente resolução das Nações Unidas sobre a Líbia.
"Nós nos opomos ao uso de força nas relações internacionais e temos algumas sérias reservas quanto a parte da resolução", disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Jiang Yu.
Jiang fez o comentário após o Conselho de Segurança da ONU adotar nesta quinta-feira uma resolução autorizando uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia.
A resolução também pediu "todas as medidas necessárias", excluindo tropas terrestres, para "proteger os civis e as áreas habitadas por civis da ameaça de ataques" na Líbia, incluindo Benghazi, uma importante cidade no leste do país africano que no momento está ocupada pelos rebeldes.
"Considerando a preocupação e a posição dos países árabes e da União Africana, assim como a situação especial na Líbia, a China e alguns países se abstiveram da votação sobre o projeto da Resolução 1973.
Além da China, também se abstiveram de votar a Rússia, outro dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU com direito a veto, e a Alemanha, o Brasil e a Índia, três membros não permanentes do Conselho de Segurança.
"Apoiamos o compromisso do enviado especial do secretário-geral da ONU para os assuntos líbios, da União Africana e da Liga Árabe de tratar da atual crise na Líbia de uma maneira pacífica", indicou Jiang.
A China sempre defendeu que as ações do Conselho de Segurança da ONU devem seguir o objetivo e o princípio da Carta da ONU e das leis internacionais, respeitando a soberania, a independência, a unificação e a integridade territorial da Líbia, manifestou a porta-voz.
"A atual crise na Líbia deve ser resolvida através de diálogo e meios pacíficos", destacou Jiang, acrescentando que "esperamos que a Líbia retome a estabilidade o mais rápido possível e evite a escalada de conflitos armados e o agravamento da crise humanitária".